Por baixo das saiasdas rodas, dos panosTem sempre uma taraTem sempre um enganoTem sempre uma varaChamando e clamandoUma pica invisívelNos acompanhando...Imagem divinae transcendental:Boceta molhadaem cima de um pauQue venham os papas,os anjos celestesTiramo-lhes as saias,despimo-lhes as vestesEnsinamos a eleso ABC do Diabosentamos em cimaComemo-lhes o rabo
Da barba eu quero a lixa
Da língua o chupão
Do seio eu quero a boca
Da bunda eu quero a mão
Do pau eu quero o grito
Do cabelo o puxão
Da pele eu quero o pêloDa porra a sensação...
Esquece! Impossível escrever com tesão!
(PAUSA PRA MASTURBAÇÃO)

Pica, pau...
pau, pica!
me pica com o pau?
me pica com a pica!
pau com pica?
pau complica!

me vira de costas
me come de bruços
no canto da porta
na sala dos fundos
tem gente ouvindo
na sala do lado
mete ligeiro
tá tudo apertado
assim de repente
alguém se aproxima
pau entra na calça
vê se sai de cima
a gente disfarça
é um cisco no olho
perigo se afasta
vem pica de novo
Estou nua e ajoelhada
Esperando que ele agarre os meus cabelos
E me puxe para o meio de suas pernas
Como se ele quisesse me parir pra dentro
Estou nua e ajoelhada
Como quem vai rezar
Ou pagar uma penitência
Como quem aguarda do santo um milagre
Ou do padre uma benção
Estou nua e ajoelhada
Totalmente dominada
Na boca uma mordaça
Na alma uma puta de praça
(Paula Taitelbaum)
Pensei em fazer um poema doce
um poema branco
sem socos, sem solavancos
desses que se digere devagar...
Pensei em dizer pouco em um suspiro breveamaciar a carne com um tempero leve
pisar em ovos para nos seus ovos não pisar...Mas te ofereço o que tenho,
que é minha especialidade,
linhas sujas e cheias de vontade
que no fundo só querem gozar.
Um mergulho em teus braços acalmariaesse ódio suplicanteessa permanente agoniaessa carne laceradafisicamente doentemoralmente desgraçadacom todas as partes rompidasorgulho reduzido a nada